Setrem obtém dois projetos aprovados em programas do Governo do RS

A Setrem obteve a aprovação de dois projetos em editais da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), do Rio Grande do Sul. Pelo Programa Inova RS, a proposta de um centro de controle biológico aumentativo para afídeos em cereais de inverno, na região Noroeste e Missões do Rio Grande do Sul, conquistou o primeiro lugar entre 17 projetos inscritos de diferentes instituições de ensino públicas e privadas do RS.

Já pelo Programa Tech Futuro, o projeto Bee Care – Apicultura 4.0 foi o segundo colocado de 14 projetos inscritos. Ele propõe melhorias com a introdução de tecnologias computacionais no setor produtivo de mel, nas tarefas de reduzir a morte das abelhas, melhorar o processo de reprodução, melhorar a cadeia produtiva do mel e, como foco principal, a ampliação na produção de mel com a polinização assistida e a incorporação de novos apicultores.

Juntos, os dois projetos representam um aporte financeiro em torno de R$ 600 mil para investimentos em pesquisa, infraestrutura, equipamentos e a promoção de cursos e eventos, buscando a qualificação de produtores e técnicos.

Controle biológico com joaninhas

O Centro de Controle Biológico Aumentativo se baseia na implantação de medidas de controle biológico de insetos-pragas nas culturas de aveia e trigo, principais cereais de inverno cultivados na região.

“Para tanto pretende-se otimizar a ferramenta de controle biológico, com o aporte de predadores da família Coccinelidea, conhecidos vulgarmente como ‘joaninhas’, que são predadoras vorazes de amplo espectro, reduzindo assim o consumo e aplicação de agrotóxicos”, destaca a professora da Setrem Cinei Riffel, coordenadora do projeto.

Com a redução do uso de agrotóxicos, explica Cinei, reduz-se também a contaminação humana e ambiental, além de proporcionar valorização do produto que será entregue na forma de alimento saudável.

Além da Setrem, também são parceiros na execução deste projeto a Embrapa Trigo, UERGS, Inplan Assessoria, Dubai Alimentos e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de
Horizontina e Doutor Maurício Cardoso.

Apicultura de precisão

O projeto Bee Care pretende aumentar a produtividade das colmeias, a partir de acompanhamento/monitoramento, em tempo real, das variáveis de temperatura e umidade (que interferem diretamente na atividade da colmeia), da qualidade das floradas e o fluxo diário de abelhas.

Para isso, a ideia é implementar um sistema digital computacional que será instalado em colmeias, para análise e estudo. Essas informações serão transmitidas a uma central que, quando identificar parâmetros inesperados, notificará o apicultor para tomada de decisão.

“A apicultura de precisão é um campo novo e emergente da agricultura moderna e que visa proteger as abelhas, apoiar os apicultores e otimizar a produção de apiários, graças às infraestruturas digitais. A digitalização da apicultura envolve primeiramente sistemas do campo da Internet das Coisas (IoT), com o desenvolvimento de sensores para coletar e transferir dados relacionados às abelhas”, destaca Cinei.

A solução proposta no projeto será de desenvolver e aprimorar técnicas e tecnologias para impulsionar a cadeia produtiva do mel no RS, a partir de um sistema de monitoramento e análises das condições de subsistência das colmeias, visando produtividade com qualidade.

“Será um grande diferencial tecnológico que o projeto apresentará para a Cadeia Produtiva do Mel no RS, pois até o momento tudo acontece de maneira artesanal, e isto é um dos motivos de nossa produção e qualidade não serem melhores que os números apresentados pelas Associações de Produtores de Mel de todo o Brasil. Há uma carência muito grande em termos de tecnologia aplicada ao setor produtivo da Apicultura dentro do nosso Agronegócio”, observa Jesildo Moura de Lima, professor da Setrem e um dos coordenadores deste projeto.

O projeto Bee Care será desenvolvido em propriedades de apicultores, dos municípios de Três de Maio, Horizontina, São José do Inhacorá e Santa Rosa, onde serão instalados Núcleos de Pesquisa de Campo (UPCs). Para a realização, serão parceiros, ao lado da Setrem, a Fahor e a Bioseta.

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