Mantenedora Setrem

Conheça nossa história

A Mantenedora Setrem tem sede e foro na cidade de Três de Maio, Estado do Rio Grande do Sul, com origens, fundamentação e objetivos alicerçados desde 22 de setembro de 1950, os quais permanecem presentes e que são: “Formação Cívica, Moral, Cristã, Cultural, Artística, Literária e Científica do Povo Brasileiro”. Ela tem como objetivo organizar, auxiliar ou instalar, sem finalidades lucrativas, instituições assistenciais, culturais, filantrópicas e educacionais com educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação superior.

No final do século XIX chegou ao Brasil uma avalanche de imigrantes procedentes dos mais diversos países da Europa. A fim de assegurar-se da manutenção de sua cultura, traziam consigo um pastor que exercia também a função de professor e poderia manter, então, viva a língua materna e a própria cultura. Foi o caso dos imigrantes alemães. Assim, construíram as escolas ao lado das igrejas.

Uma capelinha, uma escola e um centro social sempre ocupavam lugar de destaque na vida das novas comunidades. Entre elas, em 1918, quando “tudo era mato fechado”, chegaram as primeiras famílias evangélicas, trazendo consigo a Bíblia, o catecismo, o hinário, a fé e a vontade de vencer. Aqui fundaram, na década de 1910 a 1920, a então colônia Santa Rosa-Buricá; hoje, município de Três de Maio.

A escola iniciou as suas atividades em 1922, sendo o Senhor Kreutler o primeiro pastor aqui residente, também seu primeiro professor. As aulas foram ministradas na Casa da Comunidade (Gemeindehaus).

Em 1º de janeiro de 1923 foi filiada à Serra-verband (Associação Serrana das Escolas) e foi decidido, em junho daquele ano, desvincular a sua administração da Comunidade e passar esta atribuição a uma diretoria própria.

Em 1931, a tutela da escola foi transferida a recém-fundada, Sociedade Escolar Santa Rosa (Deutsch – Brasilianischer Schulverein), continuando as aulas a funcionar na Casa da Comunidade. Divergências várias, fizeram com que a Sociedade Escolar Santa Rosa construísse prédio próprio, onde hoje, se encontra a agência do Banco do Brasil.

Em janeiro de 1932, a Comunidade reencampou a escola, voltando a mantê-la, dando-lhe o nome de Colégio Centenário.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial, após a escola ter sido fechada por alguns meses – 1944 – a Diretoria da Comunidade, reunida em 15 de fevereiro de 1945, resolveu reabri-la, solicitando à Secretaria de Educação um professor e autorização para funcionar com a denominação “Escola Sinodal São Paulo”. Neste período, durante a II Guerra Mundial, a escola ficou fechada por um ano, pois o professor da época havia sido denunciado e preso. A escola devia orientar e preparar as pessoas para a vida.

Idéias para ampliar as ações da escola, aliadas a ajuda do deputado federal Germano Dockhorn e à obtenção de auxílios financeiros tornou possível este desejo. A diretoria da Comunidade Evangélica São Paulo se mobilizou e desenvolveu novos projetos para atuar em novos cursos. Foi criada, então, a Setrem, Sociedade Educacional Três de Maio, em 22 de setembro de 1950, fundada por membros da própria comunidade.

A primeira professora registrada na Setrem, em 1952, foi a professora Brunilda Tesche Matzembacher, e o segundo, o professor Olimpio Deon ( já falecidos). A Escola era mantida através do pagamento de mensalidades e doações. Para complementar a receita eram realizadas festas. Era uma época difícil. Havia cerca de cento e vinte alunos matriculados, dois professores e a primeira e segunda séries funcionavam na mesma sala de aula. Posteriormente a direção da Escola ficou a cargo do Professor Florêncio Berger.

A Instituição, em 10 de maio de 1954, assumiu, além do curso primário, a Escola Normal Rural Presidente Getúlio Vargas, cujo objetivo era preparar professores para o meio rural e contribuir para a transformação das comunidades. Por volta de 1956/57, os professores passaram a receber salários por turno de trabalho. As dificuldades de manutenção eram muitas. Em março de 1964 foram conseguidas as cedências de alguns professores através do governo estadual, viabilizando a continuidade do trabalho.

Desde o princípio, a Setrem e a Comunidade Evangélica São Paulo mantinham as escolas com o único propósito de proporcionar educação à juventude desde o pré-primário e, se possível, até o ensino superior. Com a reforma do ensino promovida pela Lei 5692/71, que determinou profundas mudanças no sistema educacional do País, a Escola “Getúlio Vargas”, cujo Curso Normal Rural, já em vias de extinção, deu lugar, ao Colégio Presidente Getúlio Vargas, com o Curso Técnico em Agropecuária.

Ao longo da sua história foram significativos os auxílios financeiros vindos da Alemanha e dos Estados Unidos da América, intermediados pela Igreja Luterana, com o propósito de melhorar a sua indispensável infraestrutura.

Diante do crescimento, por volta de 1970, promoveu-se uma organização administrativa mais centralizada e estruturada em dois focos: o Administrativo e o Pedagógico. Posteriormente, em 1973, deu-se a incorporação do Curso Superior de Administração, em convênio com a Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

Em 1975, quando a mantenedora Setrem completou 25 anos, oferecia cursos nos níveis Pré-primário, Fundamental, Médio, Técnico (Agropecuária) e Superior (Administração). Contava então, com aproximadamente 400 estudantes.

A Setrem é uma “associação que tem por finalidade propugnar pela formação cívica, moral, cultural, religiosa, artística, literária e científica do povo brasileiro, organizando, auxiliando ou instalando, dentro de suas possibilidades e sem finalidades lucrativas, instituições assistenciais, culturais, filantrópicas e educacionais com cursos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Educação Profissional de Nível Básico, Técnico e Tecnológico e Ensino Superior” (Art. 2º do Estatuto Social).

Atualmente tem duas mantidas: o Centro de Ensino Médio que oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Cursos Técnicos e Centro de Idiomas; e a Faculdade Três de Maio que oferece cursos de Graduação, Especialização e Extensão nas áreas das graduações. Conta com mais de 300 colaboradores, entre professores e funcionários e mais de 2,5 mil estudantes. Sua missão é a de “Promover a sabedoria, alicerçado em valores cristãos”. 

 

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