Família que adotou irmãos de Guiné-Bissau participa de aula com acadêmicos de Direito

Os acadêmicos do curso de Direito da Setrem tiveram uma participação especial, em uma das aulas domiciliares, realizadas no fim do primeiro semestre. O casal Fernando Scherer e Deisi Wommer Scherer, de Ivoti (RS), conversaram com os estudantes sobre o processo que envolveu a adoção de seus dois filhos, Abel e Djariatu.

A história da família ficou conhecida em 2019. Deisi e Fernando conheceram as crianças quando fizeram trabalhos voluntários em Guiné-Bissau, em 2014. Eles tiveram a ideia de adotar Abel na segunda viagem ao país africano, em 2016.

Com o processo de adoção aprovado, quando estiveram na África para trazer Abel, Deisi e Fernando conheceram uma irmã biológica dele, a Djariatu, chamada por eles de Dja. Nesses anos que o menino esteve no Brasil, a família adotiva manteve contato com familiares dele na Guiné. E os pais da menina disseram que gostariam que ela também fosse adotada.

Novamente iniciaram todos os trâmites legais, como pedido de adoção no Brasil, na Guiné-Bissau e até foi preciso fazer uma campanha na internet para arrecadar recursos para documentação e as viagens. Em 17 de agosto de 2019, Dja desembarcou em Porto Alegre e a família ficou completa.

Toda esta experiência foi compartilhada pelo casal com os estudantes da Setrem, durante um seminário desenvolvido em uma aula domiciliar na disciplina de Direito Internacional Público e Direito da Integração, ministrada pela professora Maria Cristina Lucion.

Para Maria Cristina foi uma oportunidade ímpar de aliar o conhecimento teórico com a vida real. “Fiquei muito feliz pelo contato com a família ter partido das alunas, o que prova que a nossa instituição abre espaço para novas práticas pedagógicas e incentiva a criatividade e engajamento dos acadêmicos”, acrescenta.

O convite foi feito pelas acadêmicas Michele Rachor e Paola Dalla Vechia. “Fizemos o contato com a Deisi por meio das redes sociais. Não esperávamos que a família fosse aceitar o convite para uma participação na aula online e fomos surpreendidas com um sim”, conta Michele.

Segundo a coordenadora do curso, Danielli Scarantti, esse é um exemplo do empenho que está sendo mantido nas atividades domiciliares e isso mostra o quanto os professores estão despertando a atenção dos alunos e mantendo a qualidade do ensino, mesmo que distantes fisicamente.

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